True faith

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True faith

Sabe quando a gente descobre uma música nova bem legal e fica dias ouvindo ela repetidamente? 

Daí depois de um tempo nós enjoamos daquela música e ela fica esquecida na pasta ou então passa a ser aquela que a gente sempre muda quando toca no aleatório.

Aí num dia qualquer a gente topa com aquela música de novo, depois de um bom tempo sem ouvi-la, e aí todas as sensações que sentimos na primeira vez voltam a tona e a gente só consegue curtir aquele momento.

Um dia desses eu tive essa mesma sensação.

Desde que comecei a fotografar, tive picos e picos de inspiração. Procurei encontrá-la em vários lugares fora de mim, mas percebi que isso é algo que, pra mim, vem de dentro.

Depois de um tempão tomando conta só de mim, me senti apta a pegar minha câmera novamente e a fazer umas fotos por ai.

Como foi meu primeiro reencontro desde o período difícil que passei, sinto que ainda não tenho o resultado agradável que eu tinha antes. Mas já é um passo, sim?

Uma tarde com sol entre as árvores e fotografias. Tudo está entrando nos eixos de novo. <3

 

 

Ainda tenho alguns posts em rascunho das poucas coisas que fiz ao longo desses meses e logo menos irei publicá-los. 

Por hoje é o que temos. Em breve voltarei com mais momentos registrados. :)

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Por onde andei?

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Por onde andei?

Estou aqui simplesmente pra dizer que eu sobrevivi aos piores dias que tive em 2017. Todas as minhas postagens anteriores com mensagens otimistas eram tentativas incessantes de me manter sã e continuar acreditando naquilo que eu queria que acontecesse.

Em algum momento eu senti que me perdi. Senti que não daria conta de continuar e que não haveria mais motivo nenhum pra eu tentar ver a vida com bons olhos. Eu procurei ajuda em todos os lugares que pude – meus amigos, minha família e ajuda profissional.

A parte mais difícil foi ter que admitir pra mim mesma, além de todos ao meu redor, que o meu transtorno de ansiedade estava saindo do meu controle. Fiquei aprisionada numa onda pesada de pessimismo e medo. Pra mim, entre maio e julho, tudo no mundo daria errado e eu era prova viva disso.

Eu lido com a ansiedade desde criança, mas os mais variados acontecimentos acumularam uma diversidade de gatilhos dentro de mim e eu já não me sentia mais segura para andar na rua, pra ficar em casa sozinha, pra simplesmente sobreviver.

Fiquei reclusa. O choro era constante, o medo também. 

Precisei tomar medidas drásticas pra me manter sã – me afastei daquilo que achava que era tóxico pra mim. De pessoas, de lugares, de rolês...

Eu sentia que muitas pessoas eram audiência pro palco do meu delírio emocional e ainda assim, quem realmente importava, não fazia a menor ideia do que estava acontecendo comigo. Me abrir pros outros foi ainda mais difícil que me abrir pra mim mesma; desmontar aquela imagem de uma Camilla feliz, alegre e sempre sorridente, foi um dos momentos mais corajosos da minha vida.

No fim do dia eu sempre me sentia fraca por ter uma doença mental. Eu sentia vergonha de mim e vergonha de viver.

Apesar do meu pessimismo inicial e da minha teimosia com tudo ao meu redor, eu sobrevivi. Eu consegui.

Eu busquei ajuda, eu admiti meus problemas e parei de lutar contra eles. Entre maio e julho, eu senti que queria morrer.

Agosto chegou e eu tive medo do que ele traria consigo, mas na verdade aqui estou eu, pronta pra pegar novamente na minha câmera e registrar a vida acontecendo. Eu estou aqui e eu quero viver.

Eu quero viver.

Esse ano mexeu comigo em todas as formas possíveis. Abalou meu emocional, meu afetivo, meu profissional e meu fraternal. Mas ele não acabou e eu sinto que algo de bom tirei disso tudo. Eu me conheço mais, eu reconheço meus defeitos e procuro mudá-los; eu agora vivo por mim e só pra mim. Ter uma doença mental não faz de mim fraca, não faz de mim alguém menor. Eu sou forte e sigo me fortalecendo. À todos que se dispuseram estar aqui por mim durante todo esse período: o meu muito, muito, obrigada! <3

 

 

Eu não consigo por em palavras o meu agradecimento à todo mundo que foi paciente comigo, que entendeu a minha necessidade de simplesmente ir bem devagar com as coisas, que me ouviu, que mandou um "se precisar, eu tô aqui!", e a quem de fato esteve lá.

Hoje me sinto mais forte que há meses atrás e sigo me fortalecendo a cada dia mais.

Nesse post apenas um "oi, voltei!" e algumas fotos aleatórias. Nos próximos dias vou postar as fotos que fiz enquanto estive me recuperando e cuidando de mim. <3

É bom estar de volta. :)

"Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama
Por onde andei
Enquanto você me procurava?
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava?"

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Love on the brain

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Love on the brain

Olá, todos vocês!

Sei que andei bem sumida do blog, mas pra compensar a minha falta de disposição em atualizar isto aqui, eu andei vivendo.

Andei vivendo e sentindo muito. Me permitindo sentir as coisas todas, sendo elas intensas ou não, a fim de me manter viva e humana. E orgânica.

Um dia desses eu catei duas pessoas com o coração de ouro e uma sintonia que eu nunca havia visto antes e os levei pra passear no deck norte.

Minha melhor amiga Julia e o seu amor, Guilherme, me deram o prazer de voltar a fotografar depois de uns meses sem nem tocar na minha câmera.

Uma das coisas que eu mais gosto de sentir é o amor. Quando estou perto desses dois, o amor deles transborda tanto que é impossível não me pegar sorrindo de orelha a orelha até com as demasiadas pequenas coisas.

Sei que às vezes datas são só dias no calendário ou a combinação capitalista de propaganda e mercado, mas vez ou outra datas também se fazem significativas. Hoje é dia dos namorados e eu desejo a esse casal e a todos os outros casais mais diversos possíveis, que estejam juntos, que celebrem, que sejam felizes e que amem muito.

Em tempos de difícil realidade, nada melhor que aquele alguém pra ficar abraçadinho e lutar contra a corrente junto de você.

Feliz dia a todos os apaixonados. <3

And it keeps cursing my name
(Cursing my name)
No matter what I do, I’m not good without you
And I can’t get enough
Must be love on the brain

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