Então eis aqui a segunda parte do meu diário de viagem do mês de janeiro.

Numa tarde qualquer de janeiro, insisti o máximo que pude para minha mãe ir comigo à praia de noite para eu tentar fotografar o por do sol.

Chegando na praia, tive a infelicidade de perceber que daquele lado, o sol não se põe e sim, nasce. Pedi desculpas a minha mãe por tê-la arrastado de casa atoa e decidi que se eu conseguisse um dia acordar a tempo, iria sozinha fotografar o nascer do sol.

Dizem por aí que o por do sol de Brasília é o mais lindo do mundo e eu confirmo esse fato, não há nenhum por do sol como o daqui; mas quando o assunto é nascer do sol... bem, aí acho que vou deixar o posto de mais bonito do mundo pro de Vila Velha mesmo.

Não sendo possivel ver o por do sol de onde eu queria não o impediu de aparecer pra mim. Da janela da cozinha da minha mãe, todos os dias a luz intensa do fim de tarde invade a casa e aquece o fim do dia. No fim das contas eu tive um por do sol pra mim naquela semana.


Também fiz uma pequena playlist - não é exatamente o tipo de playlist com músicas de verão, etc - com todas as músicas que eu ouvia quando ia pra praia.

P.S: A Música "Turn It Around" da playlist é na versão FlicFlac Remix e a música "Weekend" é na versão original, mas não achei nenhuma das duas versões no grooveshark, infelizmente.


A calmaria da casa da minha mãe é uma das razões pela qual viajar pro ES é tão gratificante. Nós três aproveitamos a companhia um do outro e tínhamos como um amigo o silêncio.

E foi aproveitando da melhor maneira esses momentos relaxante que eu botei a minha leitura em dia nos 30 dias que fiquei lá. Desenvolvi o padrão de ler até tarde e acordar muitas vezes na hora do almoço. E por estar acostumada com esse padrão, fui pega totalmente de surpresa quando no meio da semana, minha mãe me acordou às 5h30 da manhã perguntando se eu queria ir ver o nascer do sol da praia.

Juntas vestimos nossas blusas de frio e descemos para a praia quase deserta. As pessoas na rua nos olhavam com curiosidade e aqueles que acordavam cedo para correr na praia parececiam surpresos ao nos ver contemplando o sol saindo entre as nuvens, como se mesmo passando por ali todos os dias, eles nunca tivessem notado tal fato antes.

Esse momento que compartilhei com a minha mãe foi único. Durante o resto da viagem nós duas nos pegávamos comentando a respeito desse dia e de como ele começou bem e por isso não deixaríamos nada arruiná-lo.

Experimentei algo pequeno – foi apenas assistir algo que a natureza nos dá todos os dias, afinal de contas; mas ainda assim desejo que todos vocês tenham um momento na vida que seja tão simples que possa parecer insignificante, mas ao mesmo tempo é tão imenso que vai ficar na sua memória por muito, muito tempo.

Ter experienciado dois eventos tão simples mas ainda assim grandiosos teve impacto no resto da minha viagem.

Ter a companhia da minha mãe em tais momentos também solidificou ainda mais a nossa relação de mãe e filha.

Como ser humano sei que existem momentos que devam ser apreciados com mais carinho que os demais momentos, mas como eu, Camilla, acredito que todos os momentos simples (principalmente esses vindos da natureza) merecem a nossa total atenção. 

Sol, água salgada e areia foram os componentes principais dessa experiencia pessoal de apreciação do que pra muitos é banal.

Parte I // Parte II // Parte III

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