Sinto que passei a maior parte de 2016 segurando o choro.

Esse ano foi, de longe, um dos mais agitados da minha vida. Tudo parecia embolado numa montanha russa – uma jornada infernal, onde os altos eram muito altos e os baixos, incrivelmente baixos. Tentei me manter otimista na maior parte do ano e eu acredito que, apesar de tantos e tantos momentos que eu achei que não aguentaria sobreviver, eu só cheguei até 2017 porque segurei firme nos momentos bons.

E foram vários.

Acontece que deixei de lado uma parte importante desse processo: o registro.

O tempo passou, as coisas aconteceram e eu sinto falta de ter registrado melhor tudo que aconteceu nesse último ano.

Decidi então, que, ao invés de fazer resoluções de ano novo buscando mudar, eu prefiro melhorar.

Continuar almejando ver o melhor das coisas, até nas situações impossíveis; e procurar registrar mais e mais cada momento. Do bom ao ruim.

Mesmo que doa, mesmo que seja terrível. 2017 pode ser o ano das memórias guardadas.

E sobre boas memórias, nesse post existe um compilado de pequenos bons momentos que essas três primeiras semanas de 2017 já me trouxeram.

Os dias calmos no trabalho, os encontros surpresa pelo caminho, as noites tranquilas, um cigarro compartilhado, um autorretrato no espelho, as mãos cansadas dos avós, o coração cheio de alegria, a risada registrada e a companhia das plantas.

Todos esses acontecimentos, enrolados num sentimento só, foram o marco inicial desse ano.

2017 não está sendo um ano para iniciantes, mas se há algo de bom acontecendo lá no fundo de todas as coisas ruins, precisamos trazer à tona.

Paciência, sabedoria e positividade é só o que peço como companhia para essa nova jornada.

Muito amor pra todos vocês e um feliz ano.

<3

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