Manhãs de outubro nunca haviam significado tanto antes daquele dia 4.

E todos os dias depois desse foram a minha (re)descoberta da felicidade.

Lia tuas palavras assim que acordava, esperava por nossas conversas, repetia tuas falas na minha cabeça, ria sozinha na rua e no trabalho; admirava teu ser de longe, especulava a sua rotina, queria entrar na sua vida.

O cansaço pós-trabalho que desaparecia imediatamente antes de te contar sobre o meu dia, a empolgação de receber uma notificação, um áudio, uma imagem.

O nosso encontro que foi tão bom, a saudade que durava a semana inteira, a vontade de te ver de novo assim que nos despedíamos, a timidez inicial, o frio na barriga antes de te reencontrar, o beijo que combinou, a chuva no museu, as experiências trocadas, a intimidade que foi chegando, as músicas que de repente fizeram sentido, a paixão que foi surgindo, a euforia, os desabafos, as conversas intermináveis, o seu sorriso que quase não aparece, os cafunés trocados, a calmaria da tua voz, o sono que é completo junto de você e a aventura pelo novo, pelo absoluto e pelo singular.

Tudo que eu antes havia vivido me trouxe até aqui. Me levou até o 4 de outubro, que se estendeu até o 8 de dezembro e têm trazido, todos os dias, a ressignificação da felicidade, da responsabilidade, do companheirismo e da simples alegria de apenas estar junto.

E aqui uma coleção de todos os momentos que eu te vi tão de perto, os registros do meu privilégio de participar do seu cotidiano, os momentos mais simples que são tão grandiosos pra mim, por apenas compartilhar deles contigo. ♥

 

 

"you might not have been my first love

but you were the love that made

all the other loves

irrelevant"

rupi kaur

 

 

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