Contos de fadas geralmente são feitos em lugares completamente mágicos, utópicos, belos e cheios de amor.

Quando a gente cresce, percebemos que conto de fadas não existem e esses lugares mágicos são acompanhantes nessa inexistência. 

Vida real, mundo real: se contos de fadas realmente existissem, alguns deles certamente teriam como cenário o Inhotim, a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil.

Visitar o Inhotim parecia um sonho distante. Eu ouvi falar desse instituto quando ainda estava na faculdade. Ouvi dele por redes sociais, ouvi dele por conhecidos e qualquer pessoa, ligada a arte ou não, teria pelo menos uma palavrinha ou duas pra falar dessa imensidão verde repleta de arte que é o Inhotim.

Aproveitando a nossa viagem a Belo Horizonte, deixei claro desde o dia um que eu gostaria de visitar esse museu. Estava programado para ser o nosso último passeio em Minas Gerais.

No domingo de manhã, nosso penúltimo dia em Minas, pegamos um ônibus na Rodoviária de Belo Horizonte com destino a Brumadinho.

Chegamos no Inhotim às 10h da manhã e saímos de lá as 17h30.

Essas 7 horas e meia de exploração não foram o suficiente pra saciar a minha vontade de conhecer, absorver e entender a arte ali presente. Me deixei encantar por todo aquele verde, pelo cheiro dos pinheiros, pela beleza natural do lugar entre uma galeria e outra; e claro, fui completamente tomada pelos mais diversos tipos de arte que eu vi ali.

Nesse post estão as fotos que tirei do mais belo de todos os museus que já visitei.

 

 

Essa experiência foi única.

Inesquecível.

Foi ainda mais incrível estar acompanhada das minhas pessoas preferidas. Logo menos pretendo voltar ao Inhotim e visitar as galerias que não conseguimos ver. Um dia apenas não é o suficiente.

Conhecer esse lugar foi uma realização pessoal, mal posso esperar para explorar mais e mais tudo aquilo que eu não consegui conhecer nessa primeira ida. <3

Dicas:

• Levem água!

O lugar tem muitos bebedouros e banheiros espalhados entre as galerias, mas é sempre bom se manter hidratado, sim?

• Levem algum lanchinho.

Lá tem um café perto da recepção e um outro perto do teatro, que não estava aberto quando fomos, e mais dois restaurantes. Infelizmente os preços dos restaurantes não são tão acessíveis, mas se mesmo assim vocês decidirem comer por lá, o buffet é simplesmente incrível.

• Peguem o pacote com transporte local.

O instituto disponibiliza carrinhos tipo de golf para o deslocamento lá dentro e olha, no começo eu fui totalmente contra pagar a mais por esse serviço, mas uma vez que comecei a andar por lá... agradeci imensamente (e internamente) à Kamilla por ter insistido na ideia. 

Sim, Kamilla, você estava certíssima. Pegar esse carrinho foi a melhor decisão. Vale a pena porque economiza tempo de deslocamento e dá pra ver muito mais galerias.

• Façam mais de uma visita! 

Nós fomos apenas no domingo, mas gostaríamos de ter mais tempo (e dinheiro) para fazer outra visita. O lugar é enorme, um dia simplesmente não é o suficiente para visitar todas as galerias.

 

 

Dia 4:

Nosso último dia no Maletta foi o mais intenso. Nem foi um dia inteiro, foi apenas a parte da manhã e almoço.

Se o Maletta nos abraçou e acolheu com muito carinho quando nós chegamos, na hora da partida as coisas não foram tão agradáveis.

No dia anterior tínhamos visitado o Inhotim, chegado em casa por volta das 19h30, descansado um pouco e partido para conhecer mais um barzinho mineiro.

Chegamos em casa quase com o dia raiando e dormimos além da conta. Não deu outra: nos atrasamos e acabamos sendo expulsos do lugar que nos acolheu tão bem.

Corremos com as nossas malas e fomos almoçar ali no segundo andar mesmo. Uma despedida ríspida e saudosa. De lá fomos para o aeroporto, tivemos problemas com o check in, mas no fim tudo deu certo. Visitamos novamente o Pub Backer e seguimos em frente.

Às 17h20 estávamos embarcando de volta a Brasília. Avião cheio, vôo rápido, chegada não-tão-tranquila.

De repente parecia que Brasília tinha gente demais. As pessoas aqui não pareciam tão bonitas, estava quente demais e muito barulhento.

Mas chegamos bem e cá estamos, vivendo apenas das fotos e das lembranças do que foram esses dias incríveis em Belo Horizonte.

Já sinto falta de tudo por lá. Mal posso esperar pra voltar e ficar novamente no Maletta (ou quem sabe no edifício JK?)

Obrigada a todos os motoristas de uber que nos deram dicas de lugar pra comer, obrigada as pessoas queridas que conhecemos e a BH, por nos receber tão bem.

P.S: Cláudia, se você estiver lendo isso, foi um DESPRAZER te conhecer. Mas seu apartamento é lindo.

 

 

Agradecimento mais que especial ao meu namorado Joaquim, por ter enfrentado seus medos para nos acompanhar nessa viagem, por ter sido paciente e querido comigo até nos momentos mais... diferentes.

Agradeço também a Kamilla, minha querida amiga e planejadora de viagens, bebedora oficial de Brahma, comedora de doce de leite e canceriana mais amada, por ter topado essa viagem desde o início, ter planejado junto comigo, ter sido paciente e por ter insistido tanto pra gente ir andando para todos os lugares possíveis para melhor conhecermos a cidade.

Ah, e obrigada por ser uma namorada tão incrível pro Joaquim a ponto de dividir ele comigo.

(mas isso é história pra um outro projeto fotográfico... hehehe).

Gratidão não é uma palavra que eu costumo a usar muito, mas é esse o sentimento que eu tenho por essa viagem tão maravilhosa.

Até! <3

 

 

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