Todo mundo tem aquele lugar na memória que é a salvação das constantes problemáticas que insistem em nos atormentar vez ou outra.

O meu lugar é Belo Horizonte.

Às vezes me pego sendo transportada pra capital Mineira e revivo memórias dos anos que passei por lá, ali entre 1999-2005.

Há mais de uma década eu não sabia o que era respirar o ar daquela metrópole. Há mais de uma década eu não passeava por aquelas ladeiras e avenidas.

Quando a oportunidade se fez presente, decidi fugir da monotonia brasiliense e andar por BH. Meio que sem muita expectativa, convidei a Kamilla e o Joaquim pra irem comigo nessa aventura. Surpresa por terem aceito o convite, comecei a planejar e imaginar como seriam nossos dias por ali.

No dia 02 de março embarcamos em Brasília com destino ao aeroporto de Confins. O vôo foi surpreendentemente calmo e rápido. Num piscar de olhos eu já estava saindo da área de desembarque e dando início às explorações em terras mineiras.

Aqui começa o meu relato do que foram os quatro dias mais intensos e emocionantes que eu vivi em 2017.

Aqui relato a minha saudade e amor em fotografias.

 

 

Dia 1:

Nesse primeiro dia, a gente visitou lá no aeroporto mesmo, o Pub Backer; que é um pub com cervejas artesanais. Aproveitamos pra comer alguma coisa e seguimos em frente com destino a Belo Horizonte.

Chegamos no Airbnb que reservamos pra essa viagem e boom, primeira surpresa: o edifício que nós ficamos foi o edifício Arcangelo Maletta, que fica ali na Av. Augusto de Lima. Esse edifício é incrível não só pela arquitetura maravilhosa, mas também por ser um prédio bem antigo de BH e em seu segundo andar, ele abriga diversas lojas, bares, sebos e cafés. Um verdadeiro encontro cultural no centro da cidade.

Recomendo a todos que quiserem visitar a capital a dar uma passadinha por lá. O lugar é realmente maravilhoso e o apartamento que nós ficamos igualmente incrível.

Dali nós partimos para a primeira parada turística: o Museu da Moda de BH. Fica em frente ao Maletta mesmo, demos uma voltinha por lá e ficamos encantados com a maravilha que é esse prédio antigo cheio de vitrais e história.

Então nós subimos a pé até a Praça da Liberdade, um lugar verde, cheio de amor compartilhado e rodeado pela arquitetura única de BH.

De lá, nós visitamos o Memorial de Minas Gerais, que é um outro museu com um ótimo acervo artístico sobre Minas Gerais e artistas contemporâneos de um modo geral. Lá também tinha ótimas exposições e instalações de todos os tipos de arte.

Inclusive, tinha uma muito boa do Sebastião Salgado e uma outra sobre a Inconfidência Mineira. :)

 

 

Dia 2:

Nesse segundo dia a gente andou pra caramba. Mesmo.

Depois de termos conhecido alguns bares ali pela Savassi na noite anterior, a gente decidiu ir almoçar no Mercado Central, que fica próximo ao prédio onde estávamos.

Andamos por aqueles corredores cheios de pessoas, comidas, histórias e cheiros até acharmos um lugar pra almoçar.

De lá a gente seguiu a pé pela cidade, chegamos na Praça Raul Soares (queria passar por lá porque nos anos que morei em BH, visitava muito o edifício JK, em frente à essa praça), subimos até a Galeria do Ouvidor e descemos de volta ao Mercado Central pra comprar algumas lembrancinhas e comer mais um pouco.

Na noite do nosso segundo dia, a gente foi beber no pub Duke n' Duke, também de cervejas e comidinhas artesanais.

De lá ainda fomos andar mais um pouco (mesmo de madrugada) pela Savassi, passeamos até um lugar bem conhecido por BH: o Rei do Pastel.

Terminamos a noite tomando caipirinhas num bar de rock ao lado da pastelaria famosa por ser 24h (isso mesmo).

 

 

Dia 3:

Já no penúltimo dia, eu quis visitar o Parque Municipal. Lembro desse lugar como eu lembro do meu nome. 

Minha mãe costumava me levar ali quando eu era criança. A gente andava de burro, comia pipoca, brincava pelo parque, sentava e descansava naquela imensidão verde.

O Parque Municipal é um lugar sensacional, ótimo pra todo tipo de coisa. Bom pra fotografar, pra andar, correr, descansar ou apenas apreciar a paisagem.

Depois dessa tarde no Parque, a gente seguiu rumo à Praça da Estação, pra pegar ainda um fiapo de carnaval que sobrava por lá.

Ficamos algum tempinho ali e terminamos a noite nos bares do Edifício Maletta mesmo. Comemos no bar Nine e descansamos na varanda imensa do Maletta.

Fomos dormir relativamente cedo porque no último dia da viagem, estava planejado nada mais, nada menos que uma visita ao Inhotim, um museu de arte contemporânea a céu aberto.

 

 

Dessa viagem eu tirei muitas lições.

Aprendi que a convivência é dura, que é preciso ter paciência, é preciso falar e ouvir.

É preciso compreender e respeitar as vontades do próximo. Aprendi que andar é bom, que conhecer gente nova é ótimo e que a gente não precisa de muito pra obter alegria.

Eu aprendi que as memórias boas apagam completamente as ruins, mas é necessário entender e vivenciar as sensações todas; nem só de momentos bons se faz a vida e é importante ter maturidade pra entender que o calor das brigas não é o que compõe a harmonia de um momento.

Aprendi a apreciar a simplicidade que tem dentro de cada um, aprendi que o que unem as pessoas não é somente aquilo que elas tem em comum, mas sim a aceitação daquilo que há de diferente no outro.

Eu comi muito, bebi muito, falei muito, me estressei, me irritei, sorri, gargalhei, registrei e o mais importante de tudo: eu VIVI muito.

E tudo isso valeu a pena. Cada segundo.

Até!

 

 

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